Uma mistura de tristeza, alegria, impaciência, ansiedade, medo, esperança, saudade, aceitação... tudo, tudo ao mesmo tempo.
Anos e anos sem descansar de verdade... medo de quebrar (não no sentido monetário).
Uma coisa confusa por dentro com essa saudade.
Às vezes nossas escolhas de vida nos levam a nos afastar de pessoas que gostamos e que gostam da gente, com quem gostávamos de conviver diariamente, de conversar sobre coisas estranhas, de fazer passeios musicais junto. E nesses últimos dias minha saudade de tudo isso de essa uma pessoa da minha vida, que estará na minha cabeça pra sempre, mas não está mais no meu dia-a-dia, essa saudade apertou. Queria poder dizer isso diretamente a esse amigo que está tão perto, mas tão distante... por uma escolha que no início era só minha, mas que desconfio ser compartilhada.
Estranho falar disso assim.
Mas é o que está na minha cabeça. A dias e dias essa pessoa ronda meus pensamentos. E eu fico aqui querendo saber se está tudo bem. Querendo olhar nos olhos dessa pessoa e perceber que aquela alegria tão natural que eu sempre enxerguei ali, ali permanece intacta.
Pelo pouco que sei está tudo bem.
E aqui em casa tudo vai voltando ao seu lugar, ainda pouco a pouco.
Tudo andando. Sempre a corrida interminável dos segundos que não nos permite parar para refletir e processar e curar as dores. Que nos obriga a caminhar com as feridas abertas e sangrando. Um pé na frente do outro. Um pé na frente do outro.
Estou indo, procurando acompanhar o passo da vida que não espera por ninguém, que não espera por motivo nenhum. Procurando não pensar coisas tristes. Procurando lidar com esse turbilhão de sentimentos. Encontrando algum tempo para me divertir com as pessoas que amo, para colocar uma parte das conversas em dia com os amigos mais queridos.
Estou indo. A caminho, acredito eu, de dias melhores, muito melhores. Sem arrependimentos, mas não sem saudades. Com ou sem carro, mas sempre com pessoas que eu amo.
26.2.09
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